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Suzuki Across 2.5 GLX AWD PHEV. Surpreendente autonomia elétrica

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A Suzuki disponibiliza o SUV médio Across com tecnologia plug-in que surpreende pela eficiência, designadamente a sua autonomia elétrica. Entre os argumentos destacam-se ainda a qualidade de construção, o espaço interior e o equipamento. Menos positivo será o preço elevado.

Os pequenos fabricantes japoneses enfrentam tempos difíceis na Europa porque a atual legislação europeia de emissões obriga os seus modelos mais pequenos a serem equipados com avançados e dispendiosos sistemas de anti-poluição, penalizando as margens.

A Suzuki continua a resistir e a sua presença no Velho Continente ganhou um novo fôlego quando o mais prolífico fabricante automóvel passou a dispor de uma participação de cinco por cento em 2019. Isto também permitiu a Suzuki partilhar tecnologias e modelos com a Toyota.

Um dos exemplos dessa colaboração é o Across, um SUV robusto e desportivo equipado com um sofisticado sistema híbrido plug-in e tração integral eletrónica. Será de referir que qualquer semelhança com o Toyota RAV4 PHEV não é mera coincidência.

Em termos de imagem, o Suzuki Across distingue-se pelo estilo desportivo, destacando-se os robustos detalhes angulares em toda a carroçaria que lhe conferem a aparência arrojada típica de um SUV.    

INTERIOR

O habitáculo do Across foi projetado para ser confortável, robusto e funcional. Os revestimentos em pele sintética preta no painel de bordo, nas portas e nos bancos são agradáveis à vista e suaves ao toque.

Os interruptores robustos no tablier têm uma superfície lisa e o acabamento macio dos comandos do ar condicionado contribuem para aumentar a sensação de sofisticação deste SUV.

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No que se refere à habitabilidade, a distância de um metro entre a base do assento e o tecto permite disponibilizar uma generosa altura para a cabeça na segunda fila e um respeitável espaço para as pernas de 72 centímetros.

O interior conta com vários compartimentos e espaços para arrumação de objetos como bandejas laterais para condutor e passageiro, uma bandeja central, porta-bebidas e um espaço na consola central, onde é possível colocar carteiras, telefones, luvas, chaves, garrafas. Só não existe uma bolsa no pára-sol do condutor para guardar um bilhete de portagem ou de estacionamento.

A bagageira do Across oferece um volume útil de 490 litros com os bancos traseiros em posição normal, mais do que suficiente para acomodar duas grandes malas de viagem. Se não for suficiente é possível rebater os bancos traseiros, aumentando o volume da bagageira para uns impressionantes 1168 litros.

O piso do compartimento de carga está alinhado com a base da tampa da bagageira para facilitar as operações de carga e descarga. Por baixo do piso não existe qualquer espaço útil para arrumação de objectos, uma vez que se encontra ocupado pelo pneu sobressalente, e pelas ferramentas de substituição, o que já se pode considerar uma raridade – bastante útil num SUV – nos modelos mais recentes.

MECÂNICA

O sistema de propulsão híbrido plug-in compreende um motor elétrico dianteiro, alimentado por uma bateria de iões de lítio com uma capacidade de 18,1 kWh, que desenvolve uma potência de 182 cv e um binário de 270 Nm e se combina com um bloco a gasolina de 2,5 litros com 185 cv e 227 Nm.

Across possui ainda um motor elétrico traseiro independente de 54 cv e 121 Nm que funciona em combinação com o sistema dianteiro para variar a repartição do binário dianteiro / traseiro num intervalo de 100 / 00 a 20 /80. Entre as vantagens deste sistema destaque para uma melhor estabilidade durante a saída de superfícies deslizantes como seja estradas com gelo ou neve, assim como uma condução mais segura em outros tipos de pisos.

O sistema híbrido plug-in oferece quatro modos: EV (por defeito), Auto EV/HV, HV e carregamento da bateria que pode ser selecionado em função das condições de condução e da carga da bateria. No modo EV, o SUV médio da Suzuki funciona apenas com o motor elétrico, mesmo nas acelerações mais vigorosas.

Quando se esgota a capacidade da bateria ou se atinge uma velocidade de 135 km/h entra em funcionamento o motor de combustão interna, passando a circular em modo EV/HN ou HV. É ainda possível recorrer à opção de carregamento da bateria para recuperar alguma capacidade.

O Across PHEV também está equipado com o sofisticado sistema AWD Integrated Management (AIM), que não só controla a distribuição do binário, mas, também, o acelerador eletrónico, a programação da caixa de velocidades de variação contínua, a direção assistida elétrica e a travagem.

Referência ainda para o modo Trail, que controla eletronicamente o diferencial para assegurar a melhor tração. O sistema aplica os travões nas rodas que perdem aderência, redirecionando o binário para as rodas que mantêm a tração.   

TECNOLOGIA

Ao contrário do Toyota RAV4 PHEV, o Across não oferece um sistema de navegação. O ecrã tátil de nove polegadas do sistema de infoentrenimento pode ser utilizado para sintonizar as estações de rádio, ativar o emparelhamento de Bluetooth ou acompanhar o fluxo de potência do sistema híbrido plug-in.

O sistema de infoentretenimento é compatível com Apple CarPlay e Android Auto, ultrapassando a limitação que consiste a ausência do sistema de navegação.

Por outro lado, a dotação de série é bastante completa, não faltando o ar condicionado automático, a regulação elétrica do assento do condutor, os espelhos elétricos rebatíveis. o botão de ignição, o travão de estacionamento elétrico, os faróis automáticos, entre outros.

O Across conta ainda com avançadas tecnologias de assistência à condução, muitas delas incluídas no denominado Sistema Safety Sense. Este último compreende o sistema de pré-colisão (PCS), assistente de máximos, assistente de sinais de trânsito (RSA), controlo de velocidade dinâmico com faixa de velocidade total, assistente de mudança de faixa com função de manutenção e correção de trajetória.

O sistema de deteção de ângulo morto, o alerta de tráfego posterior, o controlo de retenção em pendentes ou a assistência na travagem são outros dispositivos presentes para auxiliar o condutor.

AO VOLANTE

A posição de condução elevada é típica dos SUV, assegurando uma excelente visibilidade da estrada e das condições de trânsito. As manobras, por seu lado, são apoiadas pela câmara de márcha-atrás e pelos sensores de estacionamento, dianteiros e traseiros.

O Across é um dos poucos veículos híbridos plug-in que cumprem a autonomia elétrica anunciada pela marca. Segundo a Suzuki, os 18,1 kWh de capacidade da bateria permitem percorrer até 75 quilómetros em ciclo WLTP até o motor de combustão entrar em funcionamento.

Durante o ensaio foi possível chegar aos 74 quilómetros e nos primeiros cem quilómetros o computador de bordo indicou um consumo médio de 3,4 l/100 km. Em trajetos mais longos é possível alcançar uma média de 5,0 l/100 km.

Em modo EV, a prestação dinâmica é mais do que convincente, graças à resposta rápida do acelerador e também à suavidade da condução. Além disso, o sistema de regeneração  permite recuperar alguma energia para a bateria, embora seja de estranhar a ausência de um modo de condução B, com maior capacidade de regeneração, que, por exemplo, está presente no Suzuki Swace Hybrid.

No modo HV/EV, que dá prioridade ao sistema híbrido, a prestação dinâmica é ainda impressionante, sendo possível acelerar dos 0 aos 100 km/h em seis segundos. Com o binário instantâneo disponibilizado pelos motores elétricos, a aceleração parece ser feita sem esforço. Menos agradável é o comportamento da caixa de velocidades de variação contínua que tem a tendência para manter a rotação em regimes mais elevados, que se reflete ao nível do ruído. Para contrariar esta tendência, o melhor será ser menos vigoroso com o acelerador.

Apesar da elevada potência e da rápida aceleração, o Across está longe de ser um desportivo, já que a carroçaria apresenta a tendência de adornamento típica dos SUV em mudanças rápidas de trajetória devido ao seu elevado peso.

VEREDICTO

Com um preço de venda ao público de 55.422 euros, o Suzuki Across não é propriamente barato. Entre os seus argumentos destaca-se a elevada qualidade de construção, a elevada eficiência do sistema de propulsão híbrido plug-in, que permite percorrer mais de 70 quilómetros em modo elétrico e obter um consumo médio de 3,4 litros nos primeiros cem quilómetros.

Para a maioria das deslocações quotidianas, aquela autonomia elétrica é mais do que suficiente, desde que seja possível carregar a bateria, sendo também possível fazer deslocações mais longas sem muito stress e com um consumo relativamente baixo, graças ao motor de combustão.

 

Gostámos Gostámos

Classe 1

A altura, medida à vertical do primeiro eixo, é inferior a 1,3 metros, permitindo ao Across PHEV ser classificado com Classe 1 nas autoestradas portuguesas, sem contrato de Via Verde, com as vantagens inerentes em termos de custos de utilização.   

Autonomia elétrica

A bateria com uma capacidade de 18,1 kWh e a elevada eficiência do sistema híbrido plug-in permite ao Across oferecer uma autonomia real superior a 70 quilómetros, valor mais que suficiente para a maioria das deslocações pendulares.

Qualidade construção

O interior foi projetado para oferecer uma elevada sensação de conforto. O revestimento dos bancos e os detalhes interiores distinguem-se pela qualidade dos materiais utilizados. Além disso, o rigor da montagem também é irrepreensível.

Não Gostámos Não Gostámos

Preço

O nível de equipamento é muito completo, a qualidade de construção elevada e o nível de eficiência surpreendente. Por outro lado, o preço de aquisição de 55.422 euros parece excessivo em comparação com propostas de marcas premium.

Sistema de navegação

Ao contrário do Toyota RAV4 PHEV, o sistema de infoentrenimento do Across PHEV não inclui sistema de navegação. Carregando no botão respetivo do ecrã tátil surge a informação que essa funcionalidade não está disponível.

Sem condução B

Ao contrário do Swace Hybrid, o Across PHEV não dispõe de um modo de condução B, que permite aumentar a capacidade de travagem regenerativa e recuperar alguns quilómetros de autonomia para a condução elétrica.

 

Revista Turbo

CARLOS MOURA
6 DE OUTUBRO, 2021

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